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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

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Nicolas G. Carr tem muita razão! Mas ... as “tartarugas” não vencem as “lebres”.

in ComputerWorld,,  25 de Setembro de 2003

"... apesar de ubíqua, acessível, geradora de riscos acrescidos, etc., as TIs ainda devem ser consideradas geradoras de vantagens competitivas, porque nem todas as empresas usam as mesmas tecnologias, nem as utilizam da mesma forma"

Nos últimos anos 10 anos têm-se assistido à integração progressiva de novas Tecnologias de Informação nas empresas. De tal forma, que hoje é impossível existirem empresas sem a utilização de TIs em qualquer área da sua organização.

Por outro lado, o número de fornecedores e de tecnologias cresceu também substancialmente levando a um aumento de concorrência no mercado de TIs, que veio a gerar por sua vez um abaixamento de preços e, por consequência, alargamento da base de clientes. As TIs mais sofisticadas e mais importantes para o desenvolvimento dos negócios deixaram de estar só à disposição dos “ricos”, passando a ser também acessíveis aos “pobres”.

Mas foi o surgimento da internet, ao permitir efectuar a interligação entre todas as redes informáticas das empresas e ao “chamar” directamente o cidadão para este ecosistema, que veio permitir uniformizar a “bitola” das linhas condutoras de informação, e transformar muitas das variadas TIs em infra-estrutura ubíqua e por isso deixando de ser tão criadoras de vantagens competitivas. Passaram a ser geradoras de risco acrescido, pois, como sabemos, a internet exige que as empresas se preocupem muito mais com as questões de segurança da sua informação. Esta pode fluir facilmente para a concorrência, se não existirem preocupações especiais com a sua protecção.

Até aqui tudo bem, Nicolas tem razão. No entanto, parece ter esquecido um pormenor muito importante, as TIs continuam a evoluir, a modernizar-se, e isto é especialmente verdade no que concerne a todo o tipo de software, com especial incidência no software de gestão empresarial, o mais crítico para as empresas.

Esta situação faz com que, apesar da ubiquidade e facilidade de acesso, as empresas que não tenham capacidade para acompanhar a evolução possam assistir à deterioração das sua vantagens competitivas. Este facto é muito significativo, porque apesar das modernas tecnologias estarem ao alcance de todas as empresas, estas não parecem capazes de aproveitar completamente os seus benefícios. Talvez devido à crise económica, verifica-se que muitas empresas abrandaram os seus investimentos em actualização tecnológica. No entanto, empresas melhor geridas, “lebres”, continuam a sua actualização tecnológica e começam a colocar em dificuldade as “tartarugas”.

Desta forma, o que pretendo frisar é que apesar de ubíqua, acessível, geradora de riscos acrescidos, etc., as TIs ainda devem ser consideradas geradoras de vantagens competitivas, porque nem todas as empresas usam as mesmas tecnologias, nem as utilizam da mesma forma. Vejam o caso dos ERP, que devido à sua funcionalidade e capacidade de parametrização podem ser utilizados das formas mais variadas. Ainda que todas as empresas tenham o mesmo ERP, estarão utilizando versões diferentes, e ainda que fossem iguais, teriam sido parametrizados de forma distinta.

Concluindo, penso que é natural a consolidação e uniformização das TIs a muitos níveis, tornando-a numa infra-estrutura básica para o funcionamento das empresas, mas já não concordo tanto com o facto de deixarem de ser geradoras de vantagens competitivas. Penso que continuarão a ser um factor fundamental de competitividade acrescida, mas dependendo muito da forma como são utilizadas, isto é, das Pessoas e dos seus Processos de trabalho. A integração entre Pessoas, Processos e Tecnologias continua a ser a chave do negócio.

 

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