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custeio por actividades    Benvinda(o)! 

1. O que é o ABC?

2. Necessidade de implementação.

3. Qual a origem do método ABC?

4. Conclusão.

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1. O que é o ABC?

O método ABC foi desenvolvido com o objectivo de responder a uma problemática recente mas que hoje todas as empresas enfrentam. Os sistemas de custeio tradicionais desenvolveram-se para servir entidades externas à organização (credores, investidores, estado,...), e não respondem aos actuais requisitos do controlo de gestão. Esta área necessita de ferramentas fidedignas de análise e avaliação da performance da organização. 

Os sistemas tradicionais revelaram-se inadequados à gestão interna da organização, pois detectaram-se neles duas importantes falhas:

  • Incapacidade para apresentar os custos dos produtos com um elevado grau de fiabilidade, e

  • Incapacidade em fornecer à gestão um "feedback" adequado ao controlo das operações empresariais.

Como resultado, foi-se verificando que em muitas empresas eram tomadas decisões de venda de produtos com base em informações inadequadas sobre preços, “mix” de produtos e processos de fabrico.

Os sistemas tradicionais de custeio focam-se no produto. Os custos são atribuídos directamente aos produtos pressupondo-se que cada produto consome recursos na proporção directa do seu volume de produção. Desta forma, atributos de volume, como o número de horas de trabalho directo, de utilização de máquina ou o custo das matérias primas são os factores (“drivers”) utilizados para a repartição dos custos administrativos (ou de “overhead”).

No entanto, estes factores não têm em conta a diversidade de produtos, quer em termos de forma, quer em termos de qualidade, não mostrando também uma relação directa entre o volume de produção e o custo dos consumos efectuados. 

Contrariamente, o modelo ABC foca-se nas actividades que compõem o processo de "fabrico". Os custos são atribuídos aos produtos a partir das actividades, com base nos consumo dessas mesmas actividades durante o processo produtivo. Desta forma, atributos das actividades, como os  seus tempos de “setup”, o número de vezes que são realizadas, etc., são utilizados como factores (“drivers”) na repartição dos custos administrativos.

Com a evolução na qualidade das ferramentas que permitem medir actividades, o método ABC reforça a sua capacidade de análise das operações, assim como de ”reporting” dos  custos efectivos dos produtos.

Uma outra distinção importante entre os métodos de custeio tradicionais e o método ABC encontra-se no âmbito operacional. Os métodos tradicionais preocupam-se preferencialmente com a valorização dos inventários, o que considera unicamente os custos de fabricação. A metodologia ABC considera que todas as actividades realizadas na empresa existem para apoiar a produção e distribuição de bens e serviços, e portanto, devem ser integralmente consideradas nos custos dos produtos. Os seguintes tipos de custos encontram-se nesta situação:

  • Logísticos,

  • Produção,

  • Vendas e Marketing,

  • Serviço ao Cliente,

  • Tecnológicos,

  • Financeiros,

  • Administrativos,

  • Distribuição,

  • Sistemas de Informação.

Os sistemas convencionais de controlo de gestão só consideram os custos como variáveis, quando sofrem modificações resultantes de flutuações na produção. 

O sistema ABC considera que muitas e importantes categorias de custos variam com as flutuações de curto prazo na produção mas também com modificações de longo prazo no desenho do produto, no “mix” de produtos oferecidos e nos desejos dos clientes. Estes custos de complexidade devem ser correctamente identificados e afectos aos produtos.

 

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